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Como a psicoterapia pode fortalecer flexibilidade psicológica, autoconsciência e bem-estar?

  • Foto do escritor: Carolina Huck
    Carolina Huck
  • 19 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
A clínica e a vida expatriada: sofrimento e transformação
A clínica e a vida expatriada: sofrimento e transformação

Quando entrei na faculdade, em 2006, com 18 anos, eu jamais poderia imaginar o tamanho que o tema da saúde mental ganharia anos depois. A psicologia, que por muito tempo ocupou um lugar pouco reconhecido — muitas vezes associada apenas a “ajudar pessoas”, quase como vocação ou caridade — hoje tem um papel central: científica, socialmente valorizada e cada vez mais procurada.


Eu costumava brincar com meus alunos de graduação: “Rápido, se formem logo! Tem muito trabalho esperando por vocês!”


E é verdade. Há muito trabalho a ser feito. É triste perceber o quanto estamos nos tornando uma sociedade mentalmente adoecida.

Por outro lado, nunca houve tanta busca por autoconhecimento, desenvolvimento pessoal e expansão de consciência. Esse movimento é fascinante e complexo: o aumento da procura por cuidados psicológicos não reflete apenas sofrimento — reflete também um desejo profundo de crescer, de se relacionar melhor, de viver com mais sentido e propósito.


Como psicóloga, vejo isso diariamente na clínica. E especialmente no trabalho com brasileiros expatriados. Viver fora do país amplia o encontro com si mesmo: seja pela solidão, pelo choque cultural, pelas mudanças internas, pelos desafios de pertencimento ou pela necessidade de reconstruir identidades. Tudo isso coloca em evidência emoções e padrões que antes estavam silenciosos.

Nesse contexto, o desenvolvimento de flexibilidade psicológica — a capacidade de viver alinhado ao que importa, mesmo diante de medo, incerteza, angústia ou dúvida — torna-se essencial. A psicoterapia oferece exatamente esse espaço: um lugar seguro para acolher a dor, ressignificar experiências e construir caminhos mais coerentes com valores pessoais.

E, ainda que os índices de sofrimento sejam altos, há algo profundamente positivo acontecendo: um despertar coletivo. Há mais abertura ao diálogo, mais busca por cuidado, mais coragem para pedir ajuda, mais interesse em compreender a si mesmo.


Como otimista incurável (graças a Deus!), acredito que estamos vivendo tempos férteis — tempos de mudança e crescimento humano. E a Psicologia está aqui para servir a esse movimento: com ciência, com ética, com humanidade e com cuidado.

Se você vive fora do Brasil e sente que as questões emocionais estão mais intensas, saiba que não está só. Há caminhos possíveis. E há vida possível — com sentido, com presença, com verdade, se precisar, pode contar comigo.

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© 2025 por Psicóloga Carolina Huck  CRP12/10442

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