Felicidade não é sinônimo de bom.
- Carolina Huck
- 29 de abr. de 2025
- 2 min de leitura

Esse tema da felicidade… parece que está por toda parte, né? Tão falado, tão usado, que às vezes até parece meio “gasto” — como se tivesse perdido um pouco da força que carrega.
Afinal…O que você quer da vida? Ser feliz.
O que você deseja para os seus filhos? Que sejam felizes.
Qual o sentido da vida? Ser feliz.
Mas... espera aí. O que é essa tal de felicidade que tanto almejamos?
Talvez a resposta mais comum seja: viver momentos bons e prazerosos. Viajar. Jantar fora. Rir com os amigos. Curtir a vida adoidado, colecionando experiências.
E sim, tudo isso é maravilhoso e importante. Mas será mesmo que a felicidade — aquilo que mais buscamos, que consideramos o maior valor, o que dá sentido à nossa existência — se resume a momentos agradáveis?
Felicidade não é o mesmo que prazer
Se observarmos com atenção, veremos que as pessoas que vivem em busca apenas de prazer imediato, acabam, muitas vezes, mergulhadas em um vazio. Porque o prazer por si só, quando desconectado de sentido, não sustenta. Não preenche. Não conecta.
A vida é feita também de esforço, espera, renúncia, dor e entrega. E, curiosamente, é nesses contextos — nada “prazerosos” à primeira vista — que muitas vezes nascem os momentos mais profundos de felicidade.
Felicidade é consequência
Felicidade é uma mãe exausta, após horas de trabalho de parto, com o filho no colo. É quem economizou por anos e finalmente conseguiu comprar a casa própria. É quem se dedicou com afinco, enfrentou o medo e passou no concurso dos sonhos.
Felicidade, na vida real, costuma ser resultado. Resultado de algo que exige tempo, entrega, persistência. Algo que transcende o agora e que, muitas vezes, inclui o outro. Que vai além do nosso próprio umbigo.
O essencial (e invisível) da vida
Já dizia o poeta:
“Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho.”
Felicidade tem mais a ver com vínculos, com sentido, com escolhas conscientes e coerentes com aquilo que valorizamos. E menos a ver com estar sempre tudo “bom”.
Que a gente possa continuar refletindo sobre esse tema — não como um destino inalcançável, mas como uma construção diária, cheia de nuances, imperfeições e beleza.
Com carinho, Carolina 🌿
Psicóloga clínica | Professora universitária









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