Mindfulness, flexibilidade psicológica e vida expatriada: um caminho para viver com mais presença
- Carolina Huck
- 19 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Ao concluir uma formação de 8 semanas em Foundations of Mindfulness, compreendi de forma ainda mais profunda que atenção plena vai muito além de uma técnica. É uma forma de estar na vida.
Ao longo desse processo, exploramos temas centrais da experiência humana — presença, impermanência, vulnerabilidade, interdependência. Foi um exercício contínuo de interromper padrões automáticos, observar o fluxo da mente e cultivar uma relação mais gentil com o mundo e conosco mesmos.
Mais do que aprender exercícios, tratou-se de incorporar uma postura: estar com a experiência exatamente como ela é, com clareza, aceitação, responsabilidade e compaixão.
Essa vivência se conecta diretamente ao meu trabalho clínico. A perspectiva da flexibilidade psicológica, presente em abordagens como a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), encontra em mindfulness um de seus pilares. Na prática, isso significa desenvolver a capacidade de viver alinhado ao que importa — mesmo na presença de desconforto, medo, incerteza ou autocrítica.
Vejo isso diariamente no acompanhamento de brasileiros vivendo fora do país. A vida expatriada traz desafios profundos: adaptação cultural, solidão, mudanças de identidade, distância da família, reconstrução de vínculos, clima emocional instável. Muitas vezes, esse contexto pressiona, fragmenta e desorganiza a experiência interna.
Mindfulness oferece uma possibilidade real de reorganização:🧠 regular emoções difíceis,🫶 cultivar autocompaixão,🌱 responder às circunstâncias com mais sabedoria,🤍 sustentar o bem-estar mesmo em contextos desafiadores.
Ao praticar atenção plena, criamos espaço para reconhecer emoções complexas sem nos fundir a elas, para observar pensamentos duros sem tomá-los como verdades absolutas; para responder à vida com mais presença, e não no piloto automático. E, à medida que a flexibilidade psicológica cresce, cresce também o sentido de autonomia diante da vida fora do país.
Essa experiência também reforçou algo importante: desenvolvimento emocional não é um evento, é um caminho. Um processo contínuo de aprender, respirar, praticar e integrar — no cotidiano, nas relações, na clínica e na vida.
Agradeço à instrutora Navine pela condução sensível e ética desse percurso.
Se você vive fora do Brasil e sente que as mudanças internas e externas têm sido intensas, desafiadoras ou confusas, a psicoterapia pode ser um espaço seguro para sustentar esse processo com mais clareza, cuidado e presença. Estou aqui para caminhar com você🤍









Comentários