Por que fugir da dor só a faz crescer? O perigo de "não entrar na sala"
- Carolina Huck
- 19 de fev.
- 2 min de leitura
Vivemos em uma era de anestesia emocional. Com o avanço da tecnologia, da medicina e o ritmo das redes sociais, fomos ensinados que qualquer desconforto deve ser imediatamente eliminado. Mas o que acontece quando tentamos aniquilar o sofrimento em vez de elaborá-lo?
Neste Short do projeto Atemporais, discuto com Susana Soares como o nosso impulso automático de sobrevivência é evitar o que dói, e por que a psicoterapia (especialmente a ACT) propõe um caminho diferente: o da abertura para o sentir.
O Sofrimento como uma sala que evitamos entrar
Muitas vezes, tratamos o sofrimento como um cômodo escuro da nossa casa que decidimos trancar. No entanto, quanto mais evitamos entrar nessa "sala", menos conhecemos os seus contornos e mais reféns ficamos do medo do que está lá dentro.
Diferente do que muitos pensam, a proposta terapêutica não é romantizar a dor, mas reconhecer que o sofrimento é inevitável e faz parte da jornada da vida. Entrar na sala significa:
Conhecer os cômodos da nossa própria história.
Entender quem fica e quem sai da nossa vida emocional.
Aprender a navegar por essas emoções com mais sentido e clareza.
O custo do "aniquilamento" do sofrimento
Hoje, temos inúmeras válvulas de escape para não sentir: trabalho excessivo, comida, compras, jogos ou o uso indiscriminado de telas. Embora esses reguladores possam parecer úteis no curto prazo, quando usados para ignorar a dor, o preço é alto.
Se "engolimos" o que nos acontece sem tempo para elaborar, perdemos a dimensão humana da experiência. A dor precisa de rituais, de silêncio e de palavras para ser incorporada e, finalmente, nos permitir seguir em frente.
Como a Terapia ACT pode ajudar
A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) é, em essência, uma abertura para o que não é confortável. É perguntar: "Como é estar nesse lugar desconfortável?" e descobrir que você é capaz de sustentar essa presença sem ser destruído por ela.
Se você sente que tem usado muitas "válvulas de escape" para não encarar seus cômodos internos, talvez seja o momento de buscar um espaço seguro para essa exploração.
Vamos conversar?
Se você se identificou com essa reflexão e deseja entender melhor como o processo terapêutico pode te ajudar a lidar com o sofrimento de forma mais leve, ofereço uma conversa inicial de 15 minutos. [Link para Agendamento]




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